Provérbios 6:16-19 diz: “Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos”.
No texto acima, a Palavra declara seis coisas que desagradam, contrariam a Deus, e diz também uma coisa que Deus abomina, o fato de alguém semear contendas, brigas, divisões, entre os irmãos.
Muitas vezes, na igreja, damos muito valor a determinados tipos de pecado, mas subestimamos outros, que podem ser igualmente, ou até mesmo, mais deletérios do que aqueles que são escolhidos para serem execrados.
Dentro da igreja, o que mais provoca contendas e divisões entre os irmãos é a maledicência, o se falar mal a respeito de um irmão, a partir, em geral, da frase
O próprio Jesus estabelece como devem ser tratados os erros entre os irmãos.
Quando um peca contra o outro: “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão. Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano” Mateus 18:15-17.
Assim, quando vemos um irmão falar ou fazer algo que nos ofende, devemos tomar os seguintes passos, seguindo as orientações de Jesus:
1º) Conversar diretamente com a pessoa e se ela se arrepender, o assunto deverá ser encerrado;
2º) Se ela não ouvir, chamar mais uma ou duas pessoas e confrontá-la novamente, e se ela acatar, o assunto deve se encerrar aí, permanecendo o segredo entre as pessoas que participaram do processo;
3º) Se a pessoa não acatar então o assunto deverá ser levado para a liderança da igreja, que tomará os demais passos visando o restabelecimento da comunhão.
O que ocorre muitas vezes é, que ao invés de se procurar a pessoa, se passa a informação adiante, cometendo-se um pecado, muitas vezes, maior do que aquele cometido pela pessoa.
Quando não se tem coragem de confrontar a pessoa, devemos orar a Deus, pedindo essa ousadia e oportunidade para a confrontação, e jamais comentar com um terceiro, seja ele amigo, cônjuge ou líder da igreja. Cumprindo esses passos estaremos fazendo coro com o salmista que declara: “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” Salmo 133:1.