“Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”
Rm 12:2
Mantendo nosso foco na XIV Conferência Missionária, optamos por não utilizar esse epaço para referirmo-nos diretamente aos confins da terra e à proclamação do evangelho aos milhares de povo que ainda não ouviram. Estamos convictos de que nossa ação além das fronteiras será consequência direta do que somos e fazemos aqui. Daí a importância de olharmos um pouco para nós mesmo.
Hoje, aqui na Borda, estamos empenhados no projeto “Ampliando as Fronteiras”. Isso porquê todos concordamos que é importante investirmos maciçamente na área de expansão, com alguns sacrifícios se necessário. Mas há perguntas que precisam ser feitas, entre elas: Expandir porquê? Expandir para que?
Nas últimas duas décadas a igreja evangelica brasileira ampliou consideravelmente suas fronteiras! Quando eu era criança, lá pelos anos 70, não passávamos de 5 milhões de protestantes. Hoje beiramos os 40 milhões! Um rítimo de crescimento admirável. Expandimos! Mas porquê?
Bem, a Palavra de Deus nos diz que a igreja é um organismo vivo que precisa crescer... Queríamos ocupar espaços neste país, mostrar a nossa cara; Perdermos a timidez e dizermos que eramos uma igreja forte, legítima! Construímos templos suntuosos. Marcamos presença na política. Constituímos um mercado milionário consumidor de “produtos gospel”, desde uma variedade impressionante de Bíblias (da mulher, do adolescente, do idoso, comentada-por-fulano-de-tal...), passando pela área têxtil (confecções, panos de prato etc); até os produtos de limpeza como o “amaciante de roupas Lar Evangélico”! O site da última Expo-Cristã, realizada anulmente em São Paulo, informa que foram comercializados mais de 50 milhões de reais através do evento com duração de uma semana. Expandimos! Mas para que?
É fato notório que o crescimento evangelico no Brasil não tem melhorado o perfil da nossa nação. Pelo contrário. O mau testemunho de cristãos nos mais diversos segmentos teve um efeito devastador e eliminou toda a credibilidade que tinhamos quando eramos pequenos.
Do alto de uma montanha, Jesus nos chamou de sal da terra e luz do mundo. Carlos Queiróz, lembrando disso, nos adverte: “Se somos sal, sejamos pois picantes! Se somos luz, sejamos então brilhantes!”. Uma tonelada de sal que perdeu seu sabor tem menos valor que uma pitada que ainda salga. Nossa identidade importa mais do que nossa quantidade. Se de fato somos quem dizemos ser: representantes de Deus na história, então precisamos desempenhar nosso papel neste mundo perdido, no meio dessa geração corrompida, o que inclui fazermos diferença na nossa sociedade e até os confins da terra. Somos todos chamados ao não conformismo e à transformarção pela renovação da mente. Somos todos chamados a remar contra a maré, porquê os dias são maus, o nosso Senhor está voltando, e temos uma tarefa por cumprir.